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O PADRE E A MOÇA

Brasil - 1965 - Drama - P&B - 91 min - 35mm
Melhor direção do Festival de Teresópolis, 1966; Prêmio de Qualidade do Instituto Nacional de Cinema, 1966; Prêmio de Qualidade CAIC, Rio de Janeiro; melhor fotografia do Festival de Brasília, 1966.
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Produção: Joaquim Pedro de Andrade e Luiz Carlos Barreto
Roteiro: Joaquim Pedro de Andrade, baseado no poema
O Padre, a Moça, de Carlos Drummond de Andrade
Direção de fotografia: Mário Carneiro
Montagem: Eduardo Escorel e Joaquim Pedro de Andrade
Música: Carlos Lyra
Companhias produtoras: Filmes do Triângulo e Difilm
Distribuição: Difilm
Direção de produção: Raymundo Higino
Assistência de produção: Flávio Werneck e Geraldo Veloso
Assistência de direção: Eduardo Escorel
Câmera: Mário Carneiro
Cenografia: Mário Carneiro
Lançamento: 28 de março de 1966
Elenco:
Helena Ignez (moça), Paulo José (padre), Mário Lago (Fortunato), Fauzi Arap (Vitorino),
Rosa Sandrini (beata) e moradores de São Gonçalo do Rio das Pedras
Sinopse:
Numa decadente vilazinha do interior mineiro, uma moça pobre vive em companhia do tutor,
idoso comerciante rico da cidade, que deseja desposá-la; ao mesmo tempo ela é cobiçada
pelo farmacêutico, beberrão inveterado e homem lasso. A moça despreza o farmacêutico e
deixa-se convencer, pouco a pouco, com a idéia de casamento com o padrinho rico.
O padre velho da cidadezinha morre e um moço padre vem substituí-lo. De imediato, a afinidade se estabelece entre os dois jovens. Mas o moço padre está dilacerado entre seu voto de castidade e o amor pela moça e, simultaneamente, pelo que considera a obrigação de salvá-la do casamento que não é de agrado da moça e que é contra a natureza das coisas. Por isto fogem: o moço padre com a intenção imediata de salvá-la do tutor - ela de dispor-se, completamente. O padre moço, todavia, incapaz de realizar o que a natureza, sentimento e idade determinavam, acaba por retornar com a moça para a vilazinha, cuja população indignada com o escândalo persegue e mata por asfixia o jovem casal, que se escondia numa caverna.