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O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?

Brasil - 1997 - Drama - Cor - 105 min - 35mm

Indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1998.

Direção: Bruno Barreto
Produção: Lucy e Luiz Carlos Barreto
Roteiro: Leopoldo Serran, baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira
Direção de fotografia: Félix Monti
Montagem: Isabelle Rathery
Música: Stewart Copeland

Elenco:
Pedro Cardoso (Fernando/Paulo), Alan Arkin (embaixador Charles Elbrick), Fernanda Torres (Andréia/Maria), Luís Fernando Guimarães (Marcão), Claudia Abreu (Renê), Caio Junqueira (Júlio), Matheus Nastchergaele (Jonas), Nelson Dantas (Toledo), Marco Rica (Henrique), Selton Mello (Oswaldo/Cézar), Eduardo Moskovis, Milton Gonçalves (chefe da segurança), Caroline Kava, Fisher Stevens, Othon Bastos, Fernanda Montenegro e Lulu Santos

Sinopse:
O ano é 1969 e o Brasil vive sob o regime militar e sob o Ato Institucional no. 5, que pôs fim aos direitos civis e à liberdade de imprensa. Fernando, Cézar e Artur assistem à chegada do homem à lua e comentam o fato sob as perspectivas da "direita" e da "esquerda".

Na embaixada norte-americana, Charles Elbrick, o embaixador, é o anfitrião de uma festa que celebra a supremacia de seu país. Dias depois, o jornalista Fernando e o ex-seminarista Cézar optam pela luta armada contra o regime ditatorial. Deixam casa, nome e todo o passado. Ganham os codinomes de Paulo e Oswaldo e passam a viver em função da organização guerrilheira MR-8. Em um aparelho, são apresentados aos companheiros Júlio, Renê, uma jovem insegura e sensível e Maria, militante objetiva, responsável pelas diretizes do grupo. Juntos, realizam a maior expropriação bancária da história do País. Oswaldo, contudo, é baleado e preso. E posteriormente torturado. O fato não é noticiado. Para quebrar a censura, Fernando/Paulo propõe o seqüestro do embaixador norte-americano.

O plano, que visa os holofotes da imprensa para libertar os companheiros de guerrilha presos, é aceito e executado com sucesso no dia 4 de setembro de 1969. O seqüestro ganha o horário nobre da televisão e o cativeiro, com muita tensão entre os próprios sequestradores, irá durar quatro longos dias. Em 7 de setembro, as exigências são atendidas e o embaixador é libertado na saída de um jogo de futebol, pondo fim ao primeiro seqüestro de um embaixador realizado com fins políticos. Para alguns seqüestradores, entretanto, a história estava apenas começando.