<< Voltar à página inicial

A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

Brasil - 1965 - Drama - P&B - 106 min - 35mm

Melhor argumento, diálogo, direção e ator (Leonardo Villar) na I Semana do Cinema Brasileiro, Brasília, 1966; prêmio Governador do Estado da Guanabara para melhor filme, 1966; Saci para melhor roteiro, 1966; Curumim para melhor filme do ano, Marília, 1966; Prêmio Humberto Mauro, da Editora Civilização Brasileira, para melhor roteiro, 1967; prêmio Governador do Estado de São Paulo para melhor roteiro e direção, 1967.

Direção: Roberto Santos
Produção: Luiz Carlos Barreto, Roberto Santos e Nelson Pereira dos Santos
Roteiro: Roberto Santos, baseado no conto homônimo de João Guimarães Rosa
Direção de fotografia: Hélio Silva
Montagem: Sílvio Renoldi
Música: Geraldo Vandré
Companhia produtora: L.C. Barreto Produções Cinematográficas
Distribuição: Polifilmes
Assistência de direção: Haroldo Pereira
Produção executiva: Luís C. P. Fernandes
Assistência de produção: Harley D. Carneiro
Som: Sérgio Montagna
Locações: Diamantina, Mendanha, Sopa, Guinda e Costa Sena (MG)

Lançamento: 9 de março de 1966

Elenco:
Leonardo Villar (Augusto Matraga), Jofre Soares (Joãozinho Bem-Bem), Maria Ribeiro (Dionóra), Maurício do Valle (padre Moço), Flávio Migliaccio (Quim Recadeiro), Solano Trindade (pai das crianças), Antonio Carnera (major Consilvo), Ivan Souza (Jurumim), Emanoel Cavalcanti (João Lomba) e Áurea Campos

Sinopse:
Augusto Matraga é um fazendeiro violento que, atraiçoado pela esposa, é emboscado por inimigos e dado como morto. Salvo, entretanto, por um casal de negros humildes, enfrenta um longo período de total incapacidade física. Por influência do casal, volta-se, então, para uma religiosidade há muito esquecida, convencendo-se de que está pagando pelos erros cometidos. Começa assim uma longa penitência, à espera de sua hora e sua vez.

Com o tempo, suas forças voltam. Conhece Joãozinho Bem-Bem, famoso chefe de jagunços que vislumbra nele o homem violento do passado. Matraga começa então a oscilar entre seu temperamento agressivo e o misticismo que não consegue mais abandonar. Vive nesse conflito até o instante em que surge sua hora e sua vez, a hora e vez de lutar, brigar e expandir sua violência, em nome de sua fé e de sua valentia.