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LILIAN M., RELATÓRIO CONFIDENCIAL
Brasil - 1974 - Drama - Cor - 120 min - 35mm
Direção: Carlos Reichenbach
Produção: Carlos Reichenbach e Elias Curi Filho
Roteiro: Carlos Reichenbach
Direção de fotografia: Carlos Reichenbach
Montagem e edição: Inácio Araújo
Seleção musical: Carlos Reichenbach
Cenografia: Marta Salomão Jardini
Diretor de produção: Percival Gomes Oliveira
Locação: São Paulo
Lançamento: 28 de julho de 1975, São Paulo.
Elenco:
Célia Olga Benvenutti (Maria/Lilian), Benjamin Cattan (Braga), Sérgio Hingst, Maracy
Mello, Edward Freund, Walter Marins, Caçador Guerreiro, José Julio Spiewak, Thereza
Bianchi, Lee Bujyja, Genésio Carvalho, Wilson Ribeiro e Washington Lasmar
Sinopse:
Maria abandona o marido lavrador e os dois filhos pequenos, seduzida por um mascate
falador, e após um trágico acidente de carro segue sozinha para tentar a vida na cidade
de São Paulo. Perdida na metrópole, é presa sem documentos e uma assistente social
arruma-lhe emprego na casa do industrial Braga. Os dois tornam-se amantes e, ao conhecer a
estabilidade econômica, Maria é rebatizada de Lilian, nome da mãe de Braga. No trágico
caminho da miséria ao luxo, Lilian vai se envolvendo com excêntricos tipos humanos: o
auto-destrutivo filho de Braga, um industrial alemão que financia a repressão, um
grileiro de terras falastrão, um detetive boçal, uma rumbeira e cafetina, um bandido
tuberculoso com cara de santo e, finalmente, um submisso funcionário público e sua
mórbida irmã. Do campo à cidade, do concubinato à prostituição, da opulência à
marginalidade, Maria/Lilian retorna às origens para reaver a sua família. Mas....
Narrado em flashback, porém inovador ao apresentar não uma estória linear mas sim uma imersão da personagem em várias situações e temáticas com tratamentos cinematográficos diferenciados, o filme nos leva a uma série de gêneros e influências retirados do próprio cinema. Viajamos assim com Lilian, simultaneamente, pelo cotidiano de uma cidade grande e pelos meandros do imaginário cinematográfico.
A censura exigiu cortes na versão final, obrigando o diretor e o montador a reduzirem quase vinte minutos de filme. Curiosamente, todas as insinuações de tortura puderam ser mantidas. Mas grande parte do episódio protagonizado por Benjamin Cattan foi proibida, incluindo o seu desfecho considerado subversivo.