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A IDADE DA TERRA

Brasil - 1980 - Drama - Cor - 160 min - 35mm

Menção honrosa a Norma Bengell na XXXVII Mostra Internacional de Cinema, Veneza, 1980; prêmio do Museu de Arte Moderna de Cartagena no XXII Festival de Cinema de Cartagena, 1980.

Direção: Glauber Rocha
Produção: Glauber Rocha
Roteiro: Glauber Rocha
Direção de fotografia: Roberto Pires e Pedro de Moraes
Montagem: Carlos Cox, Raul Soares e Ricardo Miranda
Música: Rogério Duarte, Heitor Villa-Lobos, Jorge Ben Jor, Jamelão, Nanã, Wolfgang Amadeus Mozart e folclore brasileiro
Companhias produtoras: Embrafilme, CPC - Centro de Produção e Comunicação, Glauber Rocha Comunicações Artísticas e Filmes 3
Distribuição: Embrafilme
Assistência de direção: Carlos Alberto Caetano e Tizuka Yamasaki
Produção executiva: Carlos Alberto Diniz e Wilson Mendes Andrade
Direção de produção: Tizuka Yamasaki e Walter Schilke
Assistência de produção: Yurika Yamasaki, Alice Ozawa, Urbano de Castro Pires, Antônio Alvez Cury, Nivalda Silva Costa, Francisco Drumond Neto, João Melo, Maria de Fátima Barreto, Sheila Maria Lopes Torres e Telma Melo Duarte Guimarães
Câmera: John Howard Sherman
Som: Sylvia Maria Amorim de Alencar
Mixagem: Roberto Leite e Onélio Mota
Estúdio de som: Nel-Som
Cenografia: Paula Gaetan e Raul Willian Amaral Barbosa
Figurino: Paula Gaetan e Raimundo Willian Amaral Barbosa
Laboratório: Líder Cinelaboratórios

Lançamento: 17 de novembro de 1980

Elenco:
Maurício do Valle (John Brahms), Jece Valadão (Cristo índio), Antonio Pitanga (Cristo negro), Tarcísio Meira (Cristo militar), Geraldo Del Rey (Cristo guerrilheiro), Ana Maria Magalhães (Aurora Madalena), Carlos Petrovich (diabo), Norma Bengell (rainha das amazonas), Mário Gusmão (Babalaô), Danuza Leão (esposa de Brahms), Glória X (prostituta), Laura Y (mulher morena) e Paloma Rocha (mulher jovem). Participações especiais: Carlos Castello Branco, João Ubaldo Ribeiro, Raul de Xangô, Tetê Catalão, Paula Gaetan, Ary Pararraios, Clyde Morgan, Gérard Leclery, Rogério Duarte, Sandoval, Telma Duarte, Adelmo Rodrigues da Silva, Ari José de Oliveira, Albertino dos Santos, Amaro Santos da Silva, Alexandre Dumas Valadares Ribondi, Davi Antônio Neto, Dimer Camargo Monteiro, Fernando Lemos, João José Miguel, Jorge Henrique Tosta da Silva, João Antônio de Lima Esteves, Janduir de Lima Soeiro, José Justino da Silva, João José Prazeres, Maria Conceição Bispo dos Anjos, Maria da Glória Meneses Gelto, Marly Viana de Sousa, Romário Cesar Schettino, Vanderley dos Santos Catalão e Wanilda Silva Machado

Sinopse:
O filme escapa inteiramente às regras convencionais da construção narrativa. É uma estrutura totalmente livre que mistura denúncia política e social (encenadas de forma simbólica ou alegórica) com passagens de caráter abertamente didático ou panfletário. Tudo isso entremeado com alusões à vida e à missão de Cristo, que aparece ora como operário, ora como personagem de candomblé.

Os muitos personagens são metáforas de uma situação política ou arquétipos de um comportamento: um pescador marginal místico, um profeta negro, o conquistador português, o subversivo de classe média, as forças imperialistas, as nações indígenas, a força das amazonas, a mulher moderna e outros.

É a própria perplexidade do Terceiro Mundo, numa tentativa de síntese da história econômica ocidental, com apelos à revolução, à compreensão universal, à paz e a uma democracia que não seja nem capitalista nem socialista.

Sendo o filme mais polêmico e delirante de Glauber Rocha, foi considerado uma obra incompreensível por alguns críticos. Última produção do diretor que faleceu em 1981.