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BARRO HUMANO

Brasil - 1929 - Drama - P&B - 35mm

Melhor filme do ano em concurso promovido pelo Jornal do Brasil.

Direção: Adhemar Gonzaga
Produção: Paulo Benedetti
Roteiro: Adhemar Gonzaga e Paulo Vanderley
Direção de fotografia: Paulo Benedetti
Montagem: Milde e Yolanda Michelini
Música: Alberto Lazzoli
Companhias produtoras: Benedetti Film e Produções e Cinearte
Distribuição: Paramount Pictures
Direção de produção: Pedro Lima
Assistência de produção: Álvaro Rocha, Paulo Vanderley, Francisco de Paula Guimarães Barreto e Gilberto Souto
Cenografia: Adhemar Gonzaga e Paulo Vanderley

Lançamento: 16 de junho de 1929

Elenco:
Gracia Moreno (Vera), Carlos Modesto (Mário Bueno), Lelita Rosa (Gilda), Eva Schnoor (Helena), Eva Nil (Diva), Martha Torá (Emília), Luiza Del Vale (D. Zeferina), Oly Mar (Juquinha), Lia Renée (Lia), Carmen Violeta (dançarina de tango), Gina Cavalieri (companheira de Helena no baile de carnaval), Manoel F. de Araújo (homem grisalho no cabaré), Esperança de Barros (criada de Mário), Teófilo Luciano da Silva (noivo), Brutus Pedreira (homem loiro no baile), Adhemar Gonzaga, Pedro Lima, Álvaro Rocha, Paulo Benedetti, Raul Schnoor, Sílvio Schnoor, Milton Marinho, Ivan Villar, Paulo Morano, Maria Conceição Correia, Yvone Strada, Iria Miraino, Estela Mar, Francisco Soroa, Edgar Brazil, Maria das Dores, Ligia Macedo Soares, Margareth Edwards, Lourival Agra, Taciana Rei, Zaíra Fontenelle, Genesy Ribeiro Gonzaga, Alfredo Rosário, Sérgio Soroa, Humberto Mauro, Polly de Viena, Carmen Alves, William Schucair, Reynaldo Mauro e Bia Silva Melo

Sinopse:
Vera era arrimo de família. Perdera seu pai, sustentando mãe e irmã. Através de um anúncio de jornal arrumou emprego num escritório comercial no centro do Rio de Janeiro. A beleza de Vera chamava a atenção de todos, mas a situação de penúria a fazia muito infeliz. Ao contrário de Vera, Mário Bueno tinha todos os requisitos para ser o homem mais feliz do mundo. Ele era belo, riquíssimo e requestado pelas mulheres. Numa tarde, Mário e Vera encontraram-se no centro do Rio de Janeiro. O salto quebrado do sapato de Vera foi motivo suficiente para que o galanteador se oferecesse para levar a moça até sua casa. O encontro fortuito fez com que Vera se apaixonasse por Mário. Ela confidenciou seu amor por Mário à vizinha Gilda, que por sua vez também abriu seu coração à amiga, contando seus amores e o martírio que era viver com sua mãe, d. Zeferina, que não permitia a sua participação nos atrativos da vida moderna como o jazz e o charleston.

Os sentimentos de Mário para com Vera eram diversos dos que tivera antes com outras mulheres; chegou a falar de Vera à pobre Diva, sua irmãzinha de criação, que o amava secretamente. Mário e Vera voltaram a se ver, auxiliados pelas artimanhas de Gilda e um dia... sós! As juras de amor. A confiança ilimitada no ente amado. O pecado original! Mário vivia agora atribulado. Nem mesmo os encantos de Helena, bela mulher que conhecera num baile à fantasia, lhe restituíam o sossego.

Através de d. Zeferina, Mário fica sabendo que Vera fugira da cidade levando sua mãe e irmã. D. Zeferina tornara-se uma mulher mais amargurada do que antes quando constatou que sua filha Gilda perdera-se na vida. Mário, desconsolado, começou a freqüentar cabarés para esquecer-se de Vera. Num desses encontrou-se com Gilda, que lhe desmentiu a informação que sua mãe lhe dera. Vera morava na mesma casa, não tendo abandonado o Rio. Mário correu para Vera. Esta quis resistir-lhe ainda... mas seus beijos desfizeram em beijos suas antigas recusas.